É a morte mesmo, o acidente com avião da Chapecoense

Acidente com avião da Chapecoense
Acidente com avião da Chapecoense

A dor da morte é lancinante. Não precisamos ser parentes ou amigos para sentir. As tragédias são particularmente comoventes. A queda do avião que levava o time da Chapecoense para sua primeira final internacional é triste. Dói. A quem diga que é a vida, mas é a morte mesmo.

Todos os dias um sem número de pessoas morrem no país. A morte a conta-gotas parece que não comove mais. De repente é o bandido que “merecia morrer” ou o coitado do policial que “cumpria o dever”. O trânsito mata como uma guerra: um, dois, dezenas, milhares. Mas isso já é normal, pelo menos quando não conhecemos as vítimas. O fim da vida tem inúmeras razões que, em doses homeopáticas, não assustam mais. Mas deveriam.

A saúde pública precária há muito tempo no país vai piorar, amigo. Essa PEC do fim do mundo de número 241 ou 55 vai contribuir, sem dúvida, para mais mortes. Guarde o que estou dizendo. A saúde precisa de mais verba e não menos. Precisamos gerir melhor os recursos, mas isso é outro papo. Não podemos nos conformar com mortes que podem ser evitadas.

Choremos a dor da tragédia que vitimou dezenas de pessoas de uma só vez. Mas não nos acomodemos depois do luto, pois muitas vidas ainda podem ser salvas.