União não acaba com divergências em BH
por Léo Quintino
Do Estado de Minas:
Embora os sete pré-candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte concordem em alguns pontos, a formação de uma aliança e até uma possível participação na dobradinha PT-PSDB despertam divergência. Enquanto PT, PCdoB e PV se mostraram abertos à possibilidade de estender diretrizes comuns de campanha para uma eventual coligação, peemedebistas sustentam que há dificuldades. Segundo o presidente do PMDB municipal e pré-candidato Leonardo Quintão, há determinações dos diretórios nacional e estadual pela candidatura própria e o partido está unido nessa questão. “Acho muito difícil uma aliança no primeiro turno. É nessa etapa que podemos mostrar o que cada partido quer fazer pela cidade.”
Apesar de elogiar o governador Aécio Neves e o prefeito Fernando Pimentel, o peemedebista se recusa até mesmo a discutir com tucanos e petistas a participação em uma possível aliança que os reúna. “Eu ficaria muito surpreso e até decepcionado se essa aliança prosperasse. Em eleição, você não pode fazer um acordo para atender pessoas com projetos individuais. No nível nacional, o PSDB é oposição ao PT e, aqui no estado, o PT é oposição ao governo Aécio. Acho muito improvável esses partidos se unirem no caso de uma capital”, avaliou.
Já o vice-prefeito de BH, Ronaldo Vasconcellos (PV), deixou claro que a determinação do partido de ter candidatura própria não exclui a participação em uma chapa de consenso. “O PV vai ter candidato próprio. Se for apoiado por PT e PSDB, já começamos com um bom apoio.” Colega de partido e também pré-candidato, o deputado federal Antônio Roberto expôs a possibilidade de união também com os outros partidos presentes. “Há um desejo que cada partido tenha candidato próprio no primeiro turno, mas vamos conversar. Há também a possibilidade, dependendo do quadro, que venhamos a nos aglutinar já no primeiro turno.”
Diante da hipótese, a pré-candidata do PCdoB reforçou: “Claro, se (os partidos) estiverem dispostos a investir na candidatura de uma mulher”. Já o ex-deputado Rogério Correia (PT) disse que, no partido, estão mantidas a sua pré-candidatura e a do deputado estadual André Quintão. “O PT tem o direito e o dever de apresentar um candidato próprio, o que não impede de discutirmos esse nome com os demais partidos.”
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29-01-08 08:10:43,