Senador se complica em "grampo" telefônico

por Léo Quintino Email

No Tempo:

Matéria publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” ontem, cita gravações em poder do Supremo Tribunal Federal (STF) que indicariam que o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), montou esquema de compra de apoio político para garantir sua eleição em 2006. Os diálogos foram gravados pela Polícia Federal (PF) com autorização da Justiça. Perillo, que antes da campanha havia deixado o cargo de governador de Goiás, é alvo de inquérito no STF para apurar suposto caixa dois e suspeitas de uso da máquina pública durante a eleição.

Nos relatórios, investigadores afirmam que os diálogos “demonstram a movimentação do alvo (Perillo) para obter dinheiro, visando o pagamento de dívidas de campanha e compra de apoio político". A lista dos que teriam garantido apoio ao tucano em troca de dinheiro inclui vereadores e deputados federais e estaduais de Goiás.

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As conversas sobre pendências financeiras prosseguiram após a eleição. De acordo com a investigação, o senador teve de recorrer a empréstimos para cumprir as promessas. Passado o pleito, telefonemas para cobrar pagamentos eram frequentes.

Defesa. Em sua página pessoal no Twitter, Marconi Perillo desclassificou as denúncias. “A matéria é café requentado. Não traz nada de novo. O inquérito é inconsistente e corre em segredo de Justiça. O vazamento se deve a adversários de Goiânia e Brasília", afirmou Perillo.

O senador escreveu ainda que está aguardando a notificação da Justiça para apresentar sua defesa. “Posso garantir: não há rigorosamente nada de errado na minha conduta. Quanto aos empréstimos, eles estão na minha declaração de imposto de renda", disse.

Afinidade

Negativa. O ex-deputado Nédio Leite, citado na matéria, nega ter vendido apoio a Perillo em 2006 e diz não lembrar de conversas sobre dinheiro com o senador. “Tenho muita afinidade com ele", afirmou.

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