Presidente Dilma recebe medalha em ninho tucano
por Léo Quintino
No Tempo, de Ana Flávia Gussen:
Na contramão da guerra travada entre petistas e tucanos, a presidente Dilma Rousseff (PT) será agraciada, hoje, em Ouro Preto, região Central, durante a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, com a mais alta comenda do governo do Estado. Ela receberá das mãos do governador Antonio Anastasia (PSDB) o Grande Colar. Dilma também será oradora oficial da solenidade que será presidida pelo tucano, reforçando a boa relação entre os dois.
Desde 2008, a cerimônia não conta com a presença de um chefe de Estado, quando o então presidente em exercício José Alencar, falecido no mês passado, foi o orador. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) compareceu em 2003, durante a gestão do então governador de Minas Aécio Neves (PSDB).
A 59ª edição do evento homenageará 239 personalidades que “contribuíram para o desenvolvimento de Minas” e do Brasil, entre parlamentares, ministros, empresários, profissionais liberais, artistas e professores.
Inconfidentes. Antes do início da solenidade, Dilma e Anastasia participarão do sepultamento dos restos mortais de três inconfidentes, no Panteão dos Inconfidentes, no Museu da Inconfidência, onde outros 13 estão enterrados. As ossadas de José de Resende Costa, João Dias da Mota e Domingos Vidal de Barbosa foram oficialmente identificadas, recentemente, por estudantes de uma universidade paulista.
A cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência será realizada na Praça Tiradentes, centro histórico da cidade, onde o governador e a presidente serão recebidos pela Guarda de Honra da Polícia Militar mineira. Seguindo a tradição, o governador transfere, simbolicamente, a capital do Estado para Ouro Preto.
Homenagens. Além da apresentação da Orquestra Sinfônica da Polícia Militar, a atriz e cantora Thaís Garayp cantará o Hino Nacional acompanhada por um coral de crianças de Ouro Preto. O grupo Meninas de Sinhá também se apresentará.
Na ocasião, o mártir da Inconfidência, Tiradentes, e duas mulheres que testemunharam a Conjuração Mineira, em 1789, Marília de Dirceu e Bárbara Heliodora, também receberão homenagens póstumas do Estado.


21-04-11 11:13:46,