Prefeito de Ipatinga é cassado

por Léo Quintino Email

No Estado de Minas, de Alana Rizzo:

O prefeito de Ipatinga, Sebastião Quintão (PMDB), foi cassado no início da noite de ontem pela juíza eleitoral Maria Aparecida de Oliveira Grossi por abuso de poder econômico. O pedido de antecipação de tutela estabelece que o cargo seja assumido imediatamente pelo presidente da Câmara Municipal, Robson Gomes (PPS), mais conhecido como Robson do Sindicato, até que a data das novas eleições seja marcada. A expectativa era de que a sessão solene de posse fosse realizada ontem mesmo no plenário do Legislativo municipal. Ainda cabe recurso da decisão. 

Esta não é a primeira reviravolta na política local. Desde as eleições em outubro, os eleitores de Ipatinga vivem um clima de indecisão, já que o prefeito eleito, Chico Ferramenta (PT), teve o registro de candidatura cassado pela Justiça Eleitoral. Ferramenta foi eleito com uma diferença de 15 mil votos e chegou a ser diplomado para assumir a prefeitura. 

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Na cidade, o clima ontem era de muita confusão. A Polícia Militar precisou ser acionada para conter os militantes que lotaram a Praça dos Três Poderes. O prédio da prefeitura foi cercado e seguranças da Câmara Municipal ficaram de prontidão para evitar mais tumultos. 
A decisão da juíza atende pedido do Ministério Público Estadual (MPE) que acusa Quintão e o vice, Altair Vilar (PSB), de abuso de poder político e econômico em benefício da candidatura à reeleição. De acordo com o MP, Quintão teria usado o programa Morar melhor, da prefeitura, para ameaçar moradores. Segundo a queixa, quem não o apoiasse perderia os benefícios do programa, que inclui reformas e melhorias habitacionais em casas de família de baixa renda. 

No mês passado, a mesma juíza rejeitou a prestação de contas da campanha eleitoral de Quintão e pediu para que as autoridades policiais abrissem inquérito para investigá-las. No entendimento da juíza, as irregularidades existentes nas contas são insanáveis. O prefeito afastado também foi considerado inelegível por três anos pela Justiça, que acatou pedido do Ministério Público Eleitoral denunciando Quintão por cometer crime de abuso de poder político e econômico durante o pleito eleitoral. 

Ontem, a reportagem tentou falar com Quintão, mas não o localizou. A assessoria de imprensa da prefeitura confirmou a decisão e informou que a notificação judicial já havia chegado.

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