Por cargos, vereadores recuam e evitam CPI da Guarda

por Léo Quintino Email

No Tempo, Ezequiel Fagundes:

Um dia depois de alardearem a possibilidade da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Belo Horizonte para apurar denúncias de irregularidades na Guarda Municipal, os vereadores recuaram.

Os parlamentares anunciaram que queriam iniciar a investigação na terça-feira, mas ontem nenhum deles fez coro à criação da comissão.

Pressão. Informações extra-oficiais dão conta de que o pedido de CPI e as demais manifestações dos vereadores nos últimos dias não passariam de um jogo de cena como uma maneira de pressionar o prefeito Marcio Lacerda (PSB) a distribuir cargos de segundo e terceiro escalões no Executivo, atendendo à indicação dos parlamentares. Os cargos em disputa possuem salários entre R$ 1.000 e R$ 2.000 e seriam preenchidos por cabos eleitorais e apoiadores.

Mas, oficialmente, os vereadores negam. O líder do governo, Paulo Lamac (PT), garantiu que não há esse tipo de negociação entre o Executivo e o Legislativo.

“Não acredito nisso, não acho que isso seja da índole dos vereadores. Se essa fosse a intenção está jogada por terra porque o governo não tem nada para esconder", declarou.

A CPI iria apurar supostos maus tratos pelo comando da guarda e denúncia de aquisição de munição, apesar de a corporação ser proibida de usar arma de fogo.

Leia também: Vereadores podem instalar CPI da Guarda Municipal

Sem feedback para esse post ainda

Deixe seu comentário


Seu endereço de e-mail não será revelado nesse site.
(Quebras de linha se tornam <br />)
(For my next comment on this site)
(Allow users to contact me through a message form -- Your email will not be revealed!)