Petistas montam estratégia

por Léo Quintino Email

Do Estado de Minas:

Para evitar o confronto com a direção nacional do partido, Diretório Municipal vai acatar resolução que impede aliança com PSDB, mas insistirá em obter apoio informal dos tucanos

O Diretório Municipal do PT em Belo Horizonte vai acatar a resolução do comando nacional do partido que impede a coligação da legenda com o PSDB para disputa pela prefeitura da capital em outubro. O deputado federal Miguel Corrêa Júnior (PT), que vinha defendendo a aliança com os tucanos, viajou ontem a Brasília para comunicar a decisão ao presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini. A reunião do Diretório Municipal está marcada para sábado. O posicionamento do partido em Belo Horizonte foi definido por medo de uma intervenção da cúpula nacional do PT no Diretório Municipal.

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Apesar de soar apaziguadora, a decisão pode manter o embate entre os comandos municipal e nacional da legenda. O posicionamento sepulta definitivamente a possibilidade da criação de uma aliança formal, mas, na avaliação de Miguel Corrêa, mantém a possibilidade de um apoio informal dos tucanos à chapa construída pelo governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT), que tem como candidato o ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Márcio Lacerda (PSB). A vaga de vice foi ocupada pelo deputado estadual Roberto Carvalho (PT). Para o comando nacional do partido, assim como a aliança formal, o apoio informal também não é bem-vindo.

Miguel Corrêa, no entanto, afirma que o PT em Belo Horizonte não tem como influenciar a decisão que pode ser tomada por outros partidos. “Não temos como deliberar sobre informalidade. O pessoal do PSDB e do PSB vai resolver o que será feito. Temos que respeitar a liberdade das legendas”, analisa o parlamentar. Ontem, o governador Aécio Neves jogou para a direção do partido a responsabilidade sobre a formação de aliança informal para as eleições de outubro.

Além de Miguel Corrêa, outros dois petistas envolvidos na sucessão em Belo Horizonte afirmaram ontem que, na hipótese de o PSDB não aceitar dar apoio informal, a saída será abandonar a chapa montada com o PSB e lançar candidato próprio à prefeitura. “Se a decisão for essa, não haverá dificuldades em apresentar um nome do partido para a disputa”, garante Miguel Corrêa.

O prefeito Fernando Pimentel também esteve ontem em Brasília. De forma oficial, as informações são de que viajou à capital federal para participar de reunião da Comissão Especial da Reforma Tributária da Câmara dos Deputados. Miguel Corrêa negou que o prefeito também participaria do encontro com Berzoini. Pimentel, no entanto, teria encontros com os deputados petistas de Minas Gerais também para comunicar a decisão que será tomada no sábado. Um dos parlamentares, Leonardo Monteiro, participou na segunda-feira de encontro em Belo Horizonte da ala do partido contrária à aliança com o PSDB.

Parte dos petistas que defendem a aliança acredita que, se a possibilidade de união com os tucanos naufragar, Pimentel reúne condições de comandar o processo de sucessão pelo partido em Belo Horizonte. Pelo calendário estabelecido pelo Diretório Nacional do PT, a legenda na capital mineira tem até dia 18 para comunicar a decisão que será tomada no sábado. Uma nova reunião do comando nacional da legenda está marcada para dia 23.

1 comentário

Comentário de: Rosângela Medeiros [Visitante]
Rosângela MedeirosVERGONHA DAS VERGONHAS! O PODER PELO PODER! Os politiqueiros a cata de VOTOS não se importam de VENDER A ALMA AO DIABO! Pelo PODER fazem de tudo! Se lambuzam em praça pública na LAMA da podridão. Não se importam com quem andam.Se misturam como farinha do mesmo saco.
06-07-08 @ 21:58

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