Para agradar o eleitor (para inglês ver)

por Léo Quintino Email

O exemplo é de Belo Horizonte, mas vale para qualquer cidade brasileira. Esse trecho foi publicado no jornal Estado de Minas: “Na defesa de suas regionais, vereadores de Belo Horizonte lotam a mesa do prefeito Marcio Lacerda (PSB) com indicações de obras e reparos em ruas, córregos, praças e campos de futebol. Desde o início da nova legislatura, já foram apresentadas 230 indicações. A ferramenta, prevista no Regimento Interno, é usada pelos parlamentares para agradar a seus leitores e cumprir promessas de campanha. Dos 41 parlamentares, 14 já fizeram uso do instrumento.”

Qualquer vereador pode indicar quantas obras quiser. Ter a indicação aceita são outros quinhentos - e a maioria não são aceitas. Essas “indicações” também podem ser um tipo moeda de troca. O prefeito pode aceitar a indicação em troca de votos num determinado projeto. Além disso, é um ótimo instrumento para fazer propaganda nas bases. Por exemplo, o vereador apresenta 50 indicações e faz intensa propaganda para o para mostrar ao eleitor que ele está “correndo atrás” de melhorias, só que ele não consegue emplacar a grande maioria e joga a culpa na prefeitura. Com isso, ele tenta mostrar que é uma “pessoa de luta”. Enquanto isso ele deixa de cumprir seu papel principal: legislar e fiscalizar o prefeito. E o povo? Fica feliz da vida.

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