Olhar: Praça da Estação BH/MG

por Léo Quintino Email

Um Olhar fotográfico sobre paisagens urbanas. Publicarei semanalmente fotos sobre Belo Horizonte.

Praça da estação
Praça da Estação, região central de BH. Detalhe da torre do relógio. Foto: Léo Quintino. Junho de 2007.

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A praça da Estação está ligada à construção de Belo Horizonte, fundada em 1897 para ser a nova capital de Minas Gerais, em substituição a Ouro Preto. Erguida em 1904, a estação ferroviária era a porta de entrada para os materiais e equipamentos destinados às obras da nova cidade. Oficialmente, seu nome é praça Rui Barbosa, em homenagem ao grande jurista e político baiano. O local é palco de manifestações culturais e políticas, uma tradição desde os anos 1970.

A praça adquiriu o perfil atual com as obras de sua reforma, em 2003, que incluíram a instalação de piso em concreto avermelhado. A pintura do prédio principal da estação, em tons ocre e cinza, deu destaque à torre do relógio e enfatizou as esculturas brancas de figuras femininas no topo — um conjunto que termina com uma elegante cúpula encimada por uma flecha.

No largo em frente ao prédio da estação, encontra-se a estátua Monumento à Terra Mineira, obra em bronze de 1930, de autoria do escultor e arquiteto italiano Júlio Starace. O monumento retrata a conquista de Minas Gerais pelos bandeirantes e homenageia os mártires de Inconfidência — principal movimento contra a Coroa portuguesa. No alto, um homem com a bandeira de Minas Gerais representa o Estado. Ele está de frente para a estação, como a dar as boas-vindas a quem desembarca. Abaixo, há uma inscrição em latim, Montani Semper Liberti (a montanha sempre está livre, na tradução).

No bloco de sustentação, quatro painéis em bronze completam a obra. À frente, representa-se o expedicionário Bruzzo Spinosa. À direita, está o martírio do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira e executado na forca, em 1792, no Rio de Janeiro. À esquerda, fica o martírio do minerador Filipe dos Santos, líder de uma revolta contra a Colônia em Ouro Preto, em 1720, também condenado à morte. Na parte de trás, vê-se o bandeirante Fernão Dias Paes, que ajudou a desbravar as terras de Minas Gerais.

Fontes: Prefeitura de Belo Horizonte, Belotur e Museu de Artes e Ofícios

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