O exemplo de dignidade que vem do menino de Itamuri

por Léo Quintino Email

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Valente, intrépido, insigne: são alguns dos predicados que podem ser atribuídos a José Alencar Gomes da Silva. Mineiro - nascido no ermo povoado de Itamuri, em Muriaé -, que desde a infância enfrentou adversidades. Sempre com objetivos comuns, coletivos. Começou como balconista de uma venda, ainda criança, para ajudar nas contas de casa.

Fez negócios com o irmão, Geraldo. Abriu seu próprio comércio - um modesto mercadinho. Depois, aventurou-se no ramo de alimentos e, exitoso, passou a gerir uma bem-sucedida indústria de massas. Em Muriaé, Caratinga e Montes Claros fez sócios, clientes e amigos. Com tenros 32 anos, viu na indústria têxtil uma oportunidade de empreendedorismo. E deu início a um dos maiores exemplos de sucesso do mundo corporativo. Tornou-se empresário, dirigente de classe, político. Foi senador e ministro. É vice-presidente da República.

Em 2002, foi pivô da primeira lição de dobradinha partidária: a polêmica aliança entre PT e PL, que elegeu o presidente Lula.

São exemplos mais que marcantes de um grande homem. Mas não são os únicos. Ele agora enfrenta uma penosa adversidade - a luta contra o câncer que o desafia desde 1997. Enfrenta e vence. Com coragem e bom humor. Diz que não deixará o cargo “ocupado com honra” para se tratar. E resume sua epopéia: “Não temo a morte, mas a perda da honra". É a personificação da dignidade. Mineiro ilustre. Caso raro de quem entra para a história em vida. Cheio de vida.

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