Ministério Público pede cassação de Arruda
por Léo Quintino
No Hoje em Dia:
O procurador-regional eleitoral Brill de Góes pediu nesta terça-feira (9) ao TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) a perda de mandato do governador do Disitrito Federal, José Roberto Arruda, e do ex-presidente da Câmara Legislativa, deputado Leonardo Prudente, por desfiliação partidária. Em dezembro, Arruda e Prudente pediram desfiliação do DEM antes de serem expulsos do partido.
Os dois políticos alegaram razões pessoais para pedir a desfiliação. Por não se tratar de justa causa, o próprio partido poderia ter entrado na Justiça Eleitoral, reivindicando a perda dos cargos, em um prazo de 30 dias. Como isso não aconteceu, uma resolução do TSE dá mais 30 dias para que o Ministério Público tome a iniciativa.
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Acusados de envolvimento em suposto esquema de corrupção envolvendo o governo do DF e parlamentares distritais, Arruda e Prudente têm cinco dias para apresentar defesa.
Pressionado pelo presidente do DEM, Rodrigo Maia, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, anunciou seu desligamento do partido no dia 10 de dezembro. Na ocasião, alegou:
- Com esse gesto, evito o constrangimento dos meus amigos e companheiros do partido, de ter que decidir entre saciar a sede por atos radicais e midiáticos ou julgar com amplo direito de defesa e cumprimento dos prazos estatutários. Evito, também, o constrangimento de uma discussão judicial de mérito para permanecer na legenda. Quero, agora, me dedicar às questões administrativas do governo, livre para fazer minhas opções.
Leonardo Prudente seguiu o mesmo caminho. Minutos antes de reunião do diretório regional do DEM para decidir sobre sua expulsão, no dia 23 de dezembro,o deputado flagrado guardando dinheiro nas meias apresentou, por fax, pedido de desfiliação. No documento, escrito de próprio punho, Prudente pediu para sair do DEM por “questões de foro íntimo”.
As informações sobre o suposto esquema de corrupção no governo do DF vieram à tona em 27 de novembro, quando a Polícia Federal apreendeu uma série de documentos nos gabinetes de Prudente, da líder do governo na Casa, Eurides Brito (PMDB), e do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rogério Ulysses (PSB), durante a Operação Caixa de Pandora. A devassa foi feita também nos gabinetes de assessores e secretários do governo do Distrito Federal. No inquérito, Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.

10-02-10 07:15:34,