Hélio Costa reafirma que vai ser candidato ao governo de Minas

por Léo Quintino Email

No Estado de Minas, de Denise Rothenburg e Karla Mendes:

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, se despede do cargo no início de abril para concorrer à eleição de 2010, mas, o que vai disputar, ainda é um mistério. “A princípio, serei candidato a governador. Mas, não sei, posso ser candidato ao Senado ou a outras coisas, mas a candidatura que está colocada é a candidatura a governador. Essa é a primeira opção”, disse o ministro, quando perguntado sobre a hipótese de concorrer à vice-presidência da República, ao lado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Hélio Costa, como enfatizou a própria ministra Dilma há alguns dias, não põe o carro na frente dos bois nesse quesito e se diz afinado com a proposta do partido de que a preferência para vice de Dilma é mesmo o presidente do PMDB, Michel Temer, que se prepara para continuar comandando o partido neste ano eleitoral. Mas os amigos do senador garantem que se for o caso de a candidata do PT precisar de Hélio Costa para angariar mais votos em Minas Gerais, o ministro estará pronto para compor a chapa com a petista. A decisão do PMDB sobre o vice na chapa da ministra, no entanto, ficará para maio, mês das noivas. É que hoje, asseguram alguns parlamentares peemedebistas, não está claro qual será o perfil indicado para o cargo.

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Embora o favorito seja Temer, o PMDB já admite rever isso, se houver necessidade para ganhar a eleição. Estão todos de olho, por exemplo, no que ocorrerá com o governador de Minas, Aécio Neves. Na hipótese de Aécio rever a sua posição de candidato ao Senado – o que parece improvável – o PMDB não descarta reavaliar a opção por Temer. “Se a chapa tucana for (José) Serra (governador de São Paulo) e Aécio, o próprio PMDB avaliará. Esses segmentos minoritários do PT que falam em outros nomes que não o do Michel perdem autoridade porque parecem querer ficar com o território livre para concorrer ao governo de Minas. O PMDB é quem tratará deste assunto”, afirma o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, quando perguntado sobre qual a hipótese de Michel não integrar a chapa. “Hoje, é zero”, conclui.

Assim como o partido, Hélio Costa, detentor de 3 milhões e meio de votos para o Senado, também aguarda uma visibilidade maior do quadro eleitoral no futuro para bater o martelo. No entanto, há um cenário em que ele admite desistir de concorrer ao governo de Minas Gerais: é o vice-presidente José Alencar (PRB) decidir disputar o Palácio da Liberdade: “Nessa hipótese, eu e o PMDB abrimos mão na hora”, diz ele. (Leia mais na página 4).

De certo mesmo, avalia Hélio Costa, só a aliança do PMDB com o PT em torno da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. “O PMDB está muito afinado com a proposta da candidatura da ministra Dilma. É um grande partido, está muito bem posicionado em todos os municípios brasileiros, mas não criou uma liderança nacional capaz de encabeçar hoje uma chapa a presidente da República. Não há hipótese de o PMDB não fechar com a Dilma”, afirma, quando perguntado por que não lançar o governador do Paraná, Roberto Requião, que demonstra interesse em concorrer ao cargo. Requião, alega o ministro, saiu tarde para essa pré-campanha. Agora, não dá mais para mudar.

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