Fraudar o ponto é comum no serviço público, diz senador

por Léo Quintino Email

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O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro secretário da Casa, afirmou ontem que a prática de fraudar a marcação do ponto eletrônico por servidores é uma prática comum e que os funcionários não deveriam ser demitidos por isso.

“Se fosse advogado deles, alegaria que foram contaminados com a prática, que infelizmente é comum na administração pública brasileira, de burlar hora extra, de burlar o ponto, de enganar a si próprio", indicou o senador.

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A declaração do democrata foi motivada pela denúncia de que cinco servidores do Senado fraudaram as folhas de horas extras dos computadores da Casa, menos de uma semana após o recurso para marcação do horário de expediente começar a ser utilizado. Os funcionários registravam horas extras na folha de ponto a partir dos computadores de suas casas, sem efetivamente estarem na instituição trabalhando.

Foi aberta uma sindicância para investigar o caso e os funcionários podem ser demitidos. Segundo boletim administrativo publicado anteontem, dois dos cinco, Cecília Rodrigues Torres e Rafael Aun Ming, trabalham no gabinete do senador José Nery (PSOL-PA), e um, Daniel Agostinho Júnior, era da Secretaria de Informática. O boletim não indica onde trabalhavam os outros dois.

Senado terá que pagar dívida de R$ 400 milhões da União

BRASÍLIA. Depois de muito resistir temendo novo desgaste público, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), terá mesmo que pagar uma dívida de cerca de R$ 400 milhões da União com servidores da Casa. Trata-se do pagamento de correção monetária e juros decorrentes da adoção da Unidade Real de Valor (URV), criada pelo governo para fazer a transição para o real, em 1994.

A Câmara dos Deputados e o Tribunal de Contas da União já pagaram a correção. Em dezembro, a Justiça deu ultimato para o Senado cumprir o pagamento. A assessoria de Sarney explicou ontem que, pela decisão, a Casa pode pagar por precatório ou ato administrativo.

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