FHC fez mais obras e Lula tem melhores indicadores sociais

por Léo Quintino Email

No Tempo, de Amália Goulart:

Administração do PT gerou mais empregos e reduziu índice de pobreza

No toma lá dá cá em que se transformou a pré-campanha presidencial, as ameaças de comparação entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) podem reservar perigos e surpresas. A pré-candidata de Lula, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), disse em Governador Valadares, no último dia 10, que toparia “comparar número por número, obra por obra, casa por casa, escola por escola, emprego por emprego". E Fernando Henrique, que quer eleger o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), garante que também não tem medo do duelo.

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Como o embate continua, mas sem que os dados sejam apresentados, a reportagem de O TEMPO fez um levantamento em órgãos oficiais, como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Ministério do Trabalho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Tesouro Nacional. Os indicadores econômicos e sociais melhoraram de forma considerável nos sete anos do governo Lula em relação aos oito da administração tucana.

Mas no que se refere a obras públicas, o pai dos investimentos é FHC. Segundo informações do Tesouro Nacional, atualizados pelo IGP-DI, a gestão tucana investiu R$ 162 bilhões. No governo Lula, a cifra até 2009 é de R$ 98 bilhões. Os valores referem-se ao orçamento executado, deixando de fora os projetos não concluídos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os petistas alegam que a diferença deve-se à distorção causada pelo índice de inflação utilizado.

Com exceção desse quesito, o governo Lula foi superior em todos os outros (confira o comparativo ao lado). Na geração de empregos, o petista bateu recorde. Também conseguiu aumentar a renda do brasileiro, diminuir o índice de pobreza extrema e investiu, “como nunca na história deste país", na área social. Só em 2009, o atual governo aplicou R$ 12,4 bilhões, mais que o triplo do revertido no último ano de FHC.

“O Bolsa Família deu uma amplitude maior aos programas sociais e alavancou o setor", afirmou o economista da Fundação João Pinheiro Pedro Castro.

Mas o professor ressalva que é um risco traçar o paralelo entre os números frios, que, segundo ele, não levam em conta a conjuntura dos dois períodos. “Tem que se tomar muito cuidado com as comparações", alerta.

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