Estado e PBH sinalizam que servidor não terá reajuste

por Léo Quintino Email

No Hoje em Dia, de Denise Motta:

As discussões a respeito da recomposição salarial para mais de meio milhão de servidores públicos do Estado e da Prefeitura de Belo Horizonte ganham força com a proximidade do Dia do Trabalhador, em 1º de maio, e com o anúncio de reajuste no salário mínimo, pelo Governo federal. Rodadas de negociações já estão em curso. Entretanto, a conversa entre o os governos e o funcionalismo, nestes tempos de crise econômica, não será nada fácil. Cautelosos, Governo e PBH já sinalizaram dificuldades em conceder reajustes nos contracheques. O Estado possui aproximadamente 500 mil funcionários públicos, e a Prefeitura, 30 mil. Outros mil servidores da Câmara Municipal de BH e 4 mil da Assembleia Legislativa também devem ficar sem reajustes em 2009 sob argumento de que a crise internacional impõe o freio nos gastos.

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O governador Aécio Neves (PSDB) e o vice Antonio Anastasia (PSDB) avisam que a prioridade do Governo é manter os empregos e os salários dos servidores em dia. “A nossa Receita Corrente Líquida (RCL), por consequência da crise, diminuiu muito e, evidentemente, passamos a ter indicadores de pessoal que preocupam o Governo porque temos a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Então, nesse momento exato, não há possibilidade de concessão de reajuste em razão exatamente do percentual da Receita Corrente Líquida que, aliás, será publicado, como todos os estados, ao final do quadrimestre, em abril”, avisou Anastasia na última quarta-feira, em um encontro com objetivo de discutir saídas para os impactos da turbulência econômica.

Nos últimos seis anos, Minas conseguiu reduzir significativamente o impacto de gasto com pessoal na folha de pagamento, graças ao chamado “Choque de Gestão”, política de administração embasada no exugamento da máquina, com redução de desperdícios. Mas ainda hoje, o comprometimento da RCL com a folha de pessoal ainda é um desafio para o Governo.

A expectativa, conforme Aécio, é de que, com a retomada da economia, a receita volte a subir e a margem de gastos com pessoal se distancie do chamado limite prudencial, que é de 46,55%. Os dados de 2008 do Estado apontam que 45,76% da receita estão comprometidos com gastos de pessoal.

A LRF determina que até 49% do orçamento estadual podem estar comprometidos com a folha de pagamento. A partir de 46,55%, os estados atingem o chamado limite prudencial, quando o Executivo fica proibido de contratar e conceder aumento salarial.

Diretor da Coordenação Intersindical dos Servidores de Minas, Renato Barros afirma que o funcionalismo público do Estado não abrirá mão da discussão sobre reajuste para este ano. Ele citou como os mais prejudicados os servidores da Saúde. Alegou, ainda, que 58% deles obtiveram reajuste próximo de zero por causa de um desconto por vantagem temporária.

“Independentemente de qualquer situação, temos que abrir a negociação de reajuste para este ano, a partir de maio. Queremos, no mínimo, a recomposição da inflação”, reivindicou o sindicalista, que aguarda o agendamento de uma reunião com interlocutores do Governo estadual para discutir a questão. A expectativa é de que a reunião aconteça antes de 1º de maio. Geralmente, quem negocia com os sindicalistas é o vice-governador. Questionado sobre as reivindicações para os servidores, Barros disse estar compilando dados por setor para apresentar uma proposta segmentada ao Governo.

1 comentário

Comentário de: Maria [Visitante]
Mariaestou tentando entender meu salário ja há algum tempo, sou assistente de administraçâo com apostila no cargo comissionado de gerente de segundo nível, estatutária , carga horaria semanal de 30 horas. Gostaria de continuar com ests horário visto ter feite recentemente um tratamento muito sério para hepatite C, tive bons resultados porém todos os tipos de efeitos colaterais, enfim, pra maioria das pessoas que nem sabe do que se trata esta epidemia mundial, o tratamento é uma quimioterapia que dura 12 mêses, depis de varios anos trabalhando sem saber que já me encontrava doente. tive que voltar ao trabalho e quase fui ameaçada de ser aposentada por fibromialgia, diagnostico este não confirmada por médico algum, somente o da perícia médica da pbh, claro, manter um funcionário doente , sem trabalhar é gasto desnecessário para a Prefeitura. Já voltar a trabalhar em um Parque Municipal onde o funcionário esta sob risco constante, desde a sua segurança contra bandidos até a doenças como dengue, e moléstias causadas por animais de rua e silvestres não geram gasto, pois nada recebemos para doecer trabalhando, Não existe na legislação este risco! Este ano depois da lei ser promulgada há mais de 3 anos, consegui passar de assistente administrativo 1 para 4, sou psicóloga formada. Sou também artista plastica Premiada até mesmo por salões Municipais e tenho outros cursos mas somente o curso de psicologa Clínica pode ser considerado para a progressão profissional. Tenho amigos e familiares que cargo efetivo igual, com n´pível 3 adquirido há mais anos atrás que sequer possuem o segundo grau completo. Talvez fosse numa época onde isso acontecia sem a tal avaliação funcional. Eu perdi dois anos dessa progressão por estar doente, licenciada. Agora tenhoa possibilidade de vir a cumpris as 40 horas semanais, visto que uso meu carro para ir e voltar ao trabalho, não recebo nenhuma ajuda de custo, e no Parque das Mangabeiras tudo é longe, qualquer saída e volta a trabalho não é remunerada. Tenho que almoçar lá já que não existem lugares próximos para fazer uma refeição mais saudável e em conta.
Enfim gostaria de saber se além do setor de recursos humanos alguem poderia me ajudar a rever o meu salário atual e qual seria ele se aceitaça as 40 horas. Já sei que o vale refeição nem mesmo órgãso da Prefeitura tem aceitado!? Devido o não pagamento do mesmo pela PBH. Consta ainda que os sindicatos estão pedindo a substituição do vale refeição por vale alimentação mas isto não esta definido. Pensando num salário de quase vinte mil reais do prefeito e no meu que hoje auxilio um gerente do mesmo nível que eu já fui,e fico sem acreditar nessa distancia dos cargos, já que nenhum gerente faria absolutamente nada sem funcionários. E se vale a pena continuar lendo agora neste blog a frustante notícia de um possível não reajuste salarial para nós, ulktimo escalão, risos, o que vc me diria?
Obrigada
24-04-09 @ 20:04

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