Deputados tucanos rachados
por Léo Quintino
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O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), desembarca hoje em Brasília, mas não se encontra com a bancada de seu partido na Câmara como estava previsto. O motivo é o racha entre os deputados tucanos causado pela recondução do líder na Casa, deputado José Aníbal (SP), para mais um mandato consecutivo.
O governador mineiro não comenta o imbróglio na bancada. Porém, nos bastidores, a versão é de que a eleição de Aníbal é mais um ‘round’ no embate de forças entre os dois pré-candidatos do PSDB às eleições presidenciais de 2010, o próprio Aécio e o governador de São Paulo, José Serra.
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Depois de ter perdido um importante aliado no ninho do tucanato paulista, com a indicação de Geraldo Alckmin para compor a equipe de Serra, Aécio teria dado o troco e conseguiu reconduzir à liderança do partido na Câmara um correligionário afinado à sua candidatura.
Dissidência A reeleição foi classificada de ilegítima por 19 dos 57 parlamentares da sigla e o saldo foi a criação de uma ala dissidente, denominada Movimento Unidade, Democracia e Ética.
A divisão na bancada pode parar na Justiça. Pelo menos é o que promete o deputado e ex-ministro Paulo Renato (SP), que foi derrotado por Aníbal na disputa pela liderança por 36 votos a 19. Aníbal foi acusado de ter dado um golpe, pois mudou na última hora o regimento que impedia a reeleição.
Paulo Renato diz que estuda medidas judiciais para anular a eleição.
O vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), afirmou ontem ser “perigosa” a realização de prévias tucanas para escolher o nome que disputará a Presidência em 2010. Para ele, a disputa poderia desagregar o partido. Mas Goldman disse ser a favor de que a escolha seja feita por meio de delegados em convenção.

06-02-09 12:35:15,