Decisão sobre PEC dos Vereadores só deve sair em 2009

por Léo Quintino Email

Deu no Tempo:

Os presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vão passar as festas de fim de ano sem uma decisão final sobre a emenda constitucional que cria 7.343 vagas de vereadores no país, motivo de grave atrito entre das duas Casas desde a semana passada.

A assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem Garibaldi recorreu para garantir a PEC, informou que o mandado de segurança será analisado após o recesso do Judiciário, que termina em 31 de janeiro. O ministro do STF Celso de Mello pediu informações à Câmara e não atendeu ao pedido de liminar de Garibaldi - para imediata promulgação da PEC -, com argumento de que Chinaglia deveria ser ouvido antes.

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Imbróglio. Na última quinta-feira, a Mesa Diretora da Câmara decidiu não promulgar a emenda constitucional, por considerar que ela foi modificada no Senado e deixou de limitar os gastos das câmaras municipais, apesar do aumento de vereadores. A promulgação da emenda deveria ser conjunta, da Câmara e do Senado. Na sexta, Garibaldi impetrou um mandado de segurança no Supremo.

Durante o recesso, o caso ficará sob responsabilidade do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e dificilmente será concedida a liminar pedida por Garibaldi. “Se a liminar não for dada, realmente não acredito que isso seja resolvido este ano. Estou defendendo uma prerrogativa do Senado. Eu esperava um fim de ano sem esse problema. Durante 2008 tivemos um entendimento salutar entre Senado e Câmara", lamentou Garibaldi.

O relator do mandado de segurança será o ministro Carlos Alberto Direito, que viajou de férias. Coube então a Mello, o decano do STF, a providência de pedir mais informações a Chinaglia. Mello também sairá de férias e caberá a Gilmar Mendes tomar qualquer decisão até o fim de janeiro.

Farra nas Câmaras

7.343 novas vagas de vereadores serão criadas no país se a PEC for sancionada.

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