Cúpula do PT busca consenso em BH

por Léo Quintino Email

Do Estado de Minas:

Aliança entre petistas e tucanos para disputar Prefeitura de Belo Horizonte será definida semana que vem, em Brasília, em encontro de Lula com José Alencar e caciques do partido

Apesar de o encontro do PT para deliberar sobre a sucessão em Belo Horizonte estar marcado para amanhã, a definição sobre a disputa pela prefeitura só será definida na semana que vem, em Brasília, e envolverá o comando nacional do partido.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir, quarta-feira, com o prefeito Fernando Pimentel, o vice-presidente José Alencar e os ministros mineiros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Luiz Dulci (Secretaria-geral da Presidência) e Hélio Costa (Comunicações) e o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), para buscar o consenso. Alencar e os ministros são contrários à aliança, alegando terem sido excluídos das conversas sobre sucessão. Antes, na terça-feira, Berzoini se encontra com o prefeito em Brasília.

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Os defensores da aliança acreditam que o presidente do PT esteja trabalhando em nome de Lula para tentar acordo. Mas não acreditam que o presidente pretenda interferir diretamente no assunto, embora saibam que ele quer solução de consenso. A pressão para que Patrus saia candidato continua.

Berzoini e o presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, estiveram com Patrus em Brasília, quinta-feira, para tentar convencê-lo a disputar a eleição, mas ele resiste. Outra solução para chegar a um acordo seria a troca do nome do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Social, Márcio Lacerda (PSB), já indicado como candidato a prefeito na aliança entre petistas e tucanos, pela ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais Lúcia Gazolla, também filiada ao PSB. Ana Lúcia contaria com apoio dos ministros do PT mineiro.

Outra opção seria a troca do candidato a vice, cujo nome também já foi indicado, o do deputado estadual Roberto Carvalho (PT), pelo seu colega de Assembléia, André Quintão (PT), ligado ao grupo de Patrus. O problema é que a troca dos nomes sofre resistência no PT e no PSB. O presidente do PSB mineiro, deputado estadual Wander Borges, defende a indicação de Lacerda e afirma que o partido não vai aceitar interferências de outras legendas.

ENCONTRO

O rumo das discussões em Brasília também será ditado pelo resultado do encontro do PT amanhã. Ano passado, nas eleições para a escolha dos integrantes do diretório do partido na capital mineira, cerca de 2 mil filiados votaram.

A expectativa é de que o quórum se repita amanhã. Caso o comparecimento seja pequeno, a tese da aliança pode sair enfraquecida. Se for aprovada por maioria e com a presença maciça dos filiados, ganhará pontos nas conversas durante a semana em Brasília.

Os petistas terão de decidir entre duas chapas. A número 1, batizada de PT Tucano não, defende a candidatura própria do partido, sem aliança com o PSDB. A número 2, PT pelo entendimento, é a chapa que defende a dobradinha PT/PSDB, tendo como candidato a prefeito um nome indicado pelo PSB, partido da base aliada.

Em sinal de protesto pelo modo como o processo da sucessão foi conduzido, o grupo liderado pelo ministro Patrus decidiu não apresentou chapa. Seus representantes também já avisaram que não vão aparecer no encontro.

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