Despesa escolar tem variação de até 80% em BH
por Léo Quintino
No Estado de Minas, de Geórgea Choucair:
É hora de finalizar as compras de material escolar e uniformes para a volta às aulas. Quem ainda está com a lista em mãos, é bom pesquisar. A diferença de preços é grande no valor cobrado pelos uniformes, mensalidades de escolas, berçários e transporte. Nos uniformes, a diferença pode chegar até a 80,30%. É o caso da bermuda tamanho G do Colégio Santo Antônio, que pode custar de R$ 19,80 (Maratona Esportes) a R$ 35,70 (Da Pá Virada). Os dados são de levantamento do site Mercado Mineiro, que pesquisa o varejo na capital. “E a tendência é que a variação de preços de produtos escolares fique ainda maior nos próximos dias, pois as lojas que não tiveram vendas tão boas começam a dar descontos”, avalia Feliciano Lopes de Abreu, coordenador do site Mercado Mineiro.
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A variação de preços também é grande no preço do uniforme escolar de janeiro de 2010 a janeiro de 2011. A pesquisa constatou que o valor médio da camisa P e M do Colégio Marista Dom Silvério passou de R$ 25,30 para R$ 30,20 no período, alta de 19,37%. “Algumas lojas afirmam que o modelo do uniforme foi modificado de um ano para o outro. Mas isso não justifica a alta. O uniforme não é um produto de moda”, afirma Abreu.
Outra alta relevante constatada na pesquisa foi no preço da mensalidade dos berçários para crianças a partir de quatro meses. O valor médio cobrado em julho era de R$ 410,60 para o período de meio horário das escolas pesquisadas. Em janeiro, o valor saltou para R$ 454,53, alta de 10,70%. O levantamento também pesquisou os preços das mensalidades em berçários para período integral e meio horário. A variação encontrada foi grande. No Sistema Educacional Primeiros Passos, no Sion, o valor cobrado por 12 horas é de R$ 1.326 por mês. Já na Escola Infantil Vovó Neném, no Nova Suíça, o valor é de R$ 500, diferença de 165,2%. Vale lembrar que a diferença de preço é grande pelo fato de as duas escolas estarem em bairros distintos e não oferecerem a mesma estrutura.
Nas duas instituições, a alimentação é levada pelos pais, mas na Primeiros Passos são oferecidos alguns diferenciais, como duas enfermeiras para cada três bebês. “A qualidade do serviço deve ser avaliada na hora de escolher o berçário. E a localização também. Se uma pessoa mora no Buritis, pode não valer a pena levar o filho até o Santa Efigênia, mesmo se o preço for menor”, afirma Abreu.
Perto do trabalho O analista comercial Klaus Cardoso e a esposa, a fisioterapeuta Rozana Astolsi Cardoso, já colocaram os dois filhos no berçário, no Nossa Escola. Em casa, contam apenas com uma auxiliar, que vai três vezes por semana. O berçário foi escolhido pelo fato de estar perto do trabalho do casal. Atualmente, apenas a filha mais nova, Giovana, de um ano e quatro meses, está no berçário. “Primeiro olho a segurança do lugar. Depois a estrutura física, acomodações e se as pessoas têm experiência”, afirma Cardoso. Ele diz que algumas escolas têm infraestrutura muito boa, mas além do necessário. “Muitas vezes não precisamos de tudo”, diz.
A médica Flávia Azevedo Cardoso Pacheco enfrentou segunda-feira uma correria para colocar em dia a volta às aulas das filhas: Luisa, de três anos e meio, e Helena, de seis meses. “Comprei uniforme para a Luísa. Procurei o preço melhor, mas não vi tanta diferença. A minha escolha foi pelo lugar que dividia a compra em mais vezes, pelo cartão”, diz.


26-01-11 19:35:36,