Comunicação interna – e digital

por Léo Quintino Email

No Comunique-se, de Bruno Rodrigues*:

‘Lidar com gente é procurar problema’, já dizia um professor dos tempos de colégio. Mas, se nada puder ser feito, conheça sem titubear a cor dos olhos de cada um de seus problemas’. Embora não ache nada nobre uma declaração deste tipo - ainda mais vinda de um mestre -, fato é que a ambas as frases dizem muito sobre comunicação interna, por mais que relutemos em admitir.

Não à toa o velho ‘olho no olho’, visto há décadas como ‘a’ solução de problemas de comunicação com os empregados de uma empresa - saída que, às vezes, chegava a irritar - ganhou estofo, credibilidade, saiu do terreno do subjetivo e se transformou em comunicação face a face.

É fascinante, sem nenhuma demagogia, perceber que uma faceta da Comunicação Interna como a face a face tomou força ao mesmo tempo em que outra vertente, inesperada, surgia com força no horizonte: a comunicação digital a serviço da comunicação interna.

...

Basta olhar mais de perto, contudo, para perceber que estas duas vertentes, tão aparentemente diversas, tem o mesmo propósito, de olhar nos olhos do funcionário e dele pedir o que há de mais precioso para a eficácia de uma estratégia de comunicação: a interação.

Seja cara a cara com os funcionários ou oferecendo meios deles participarem, ambas são, de longe, o futuro da comunicação interna. A percepção de que a força de trabalho não apenas pede, mas exige participação, é um dos sinais de que a comunicação interna avançou nos últimos dez anos como há muito não se via.

Tanto a comunicação digital como a face a face pretendem evitar o grande mal que sempre se colocou, historicamente, entre o emissor e o receptor da mensagem: o ruído. Criar condições para que a informação chegue intacta a quem se destina é tarefa árdua, e não são todas as ações de comunicação que conseguem executar esta tarefa. A digital e a face a face conseguem.

Da mesma forma que a comunicação face a face é olho no olho, a digital é one to one; as duas tem o propósito de fazer da expressão individual seu maior objetivo; a missão de fazer com que cada componente da força de trabalho de uma empresa perceba que é direito e dever de cada um emitir sua opinião e expressá-la das mais diversas formas, seja oralmente ou por escrito, próximo de quem deve ouvi-lo ou mesmo a distância, sem que isso seja um impeditivo.

Na próxima coluna, vou pontuar lições que a comunicação digital interna já aprendeu, ao longo de uma década, com as suas ‘irmãs’ de mercado, e exemplificar o que há de novo nesta nova vertente - a ‘caçula’ da família - e o que ela já nos trouxe de soluções.

Ao longo do Carnaval nos falamos!

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1. Para quem não conhece meu blog, dê uma checada no http://bruno-rodrigues.blog.uol.com.br.

2. Gostaria de me seguir no Twitter? Espero você em twitter.com/brunorodrigues.

*É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, “Webwriting - Pensando o texto para mídia digital", e de sua continuação, “Webwriting - Redação e Informação para a web". Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.

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