Cerca de 90% dos deputados vão disputar a reeleição
por Léo Quintino
No Hoje em Dia, de Denise Motta:
Levantamento realizado pelo jornal aponta que pelo menos 90% dos deputados federais devem disputar a reeleição. Entre os deputados estaduais, este índice cai para 85%. Dos 77 da Assembleia Legislativa, pelo menos 63 tentam a reeleição. Na Câmara, dos 53 mineiros, chega a pelo menos 48 o número de parlamentares com intenção de disputar novamente a vaga.
Pelas negociações em andamento, é quase certa a reedição chapão, como na última eleição para deputado estadual, envolvendo o PSDB, o DEM e o PPS. Por outro lado, por enquanto os partidos menores ainda não indicam a possibilidade de reeditar o chamado bloquinho, viabilizado em 2006.
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Dono da maior bancada de deputados federais, o PMDB, segundo o presidente do partido em Minas, deputado federal Antônio Andrade, vai tentar reeleger seus nove federais e oito estaduais. A curiosidade na chapa federal está na candidatura de Fabrício Diniz, de 25 anos, que tem intenção de herdar o espólio político do pai, o ex-deputado Fernando Diniz, falecido no ano passado.
Ao lado dele, compõem a chapa nomes como o do senador Wellington Salgado de Oliveira (suplente de Hélio Costa) e do ex-governador Newton Cardoso. Na chapa estadual, o vereador Bruno Siqueira, de Juiz de Fora, filho do ex-deputado Marcello Siqueira, além de Luiz Tadeu Leite Filho, herdeiro do prefeito de Montes Claros. “São os próprios candidatos que vão decidir sobre as alianças”, diz Andrade.
O PSDB, legenda que possui o maior número de cadeiras na Assembleia, lança, dos 15 estaduais, 13 à reeleição. Já na Câmara, os seis parlamentares disputam novamente a cadeira. Os deputados estaduais Marcus Pestana e Domingos Sávio optaram pela eleição de deputado federal, conforme informou o presidente do diretório mineiro, deputado federal Narcio Rodrigues.
Outros nomes para a disputa estadual são do ex-prefeito de Betim Carlaile Pedrosa, do atual senador Eduardo Azeredo e do ex-prefeito de Mariana Celso Cota. “O segredo do chapão é que um partido ajuda o outro, é mais uma atitude solidária”, defende o presidente tucano Narcio Rodrigues.
A novidade no PT é a possibilidade de candidatura dos estaduais Padre João e Cecília Ferramenta como federais. Também é provável uma troca de cadeiras entre os irmãos Weliton Prado e Elismar Prado, que fazem política no Triângulo. O primeiro é deputado estadual, e o segundo, federal, mas podem inverter os papéis, já que nenhum deles teria como viabilizar uma candidatura ao Senado.
A legenda do presidente Lula, hoje dividida entre os nomes do ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, pode adotar prévias na escolha dos nomes para chapas proporcionais, se houver mais candidatos do que vagas. “Nossa tendência é, na proporcional e majoritária, coligar com partidos da base do Lula”, comenta o presidente do PT estadual, Reginaldo Lopes.
Outro partido com grande representatividade na Câmara dos Deputados e Assembleia é o DEM, que lançará os seis estaduais e seis federais à reeleição. “Nesta semana anterior ao Carnaval, teremos uma reunião para discutir a composição”, diz o presidente democrata Carlos Melles.
O PV da presidenciável Marina Silva pode coligar com outras legendas no chapão para deputado federal, mas os estaduais não veem com bons olhos esta estratégia, diz o responsável pelas costuras, o deputado estadual Tiago Ulisses. Os sete estaduais devem tentar a reeleição.
Dos federais, apenas Ciro Pedrosa desiste da disputa em prol do irmão Carlaile. Entre as apostas da legenda para aumentar a bancada federal, estão os nomes da humorista Gorete Milagres e Lucas Garcia, neto do ex-governador Hélio Garcia.
O PTB pretende se aliar a uma legenda menor, como PMN, PRTB, PSL ou PSC. Caso não viabilize a estratégia, pode sair sozinho, conforme informou seu presidente estadual, Dilzon Melo. A legenda tem como uma das apostas a deputado estadual o atacante Marques, do Atlético.
PPS lança à reeleição seus três federais e quatro estaduais. E aposta no ex-presidente Itamar Franco para o Senado como forma de fortalecer a legenda. Para federal, o PPS coloca as fichas no nome de Eduardo Bernis, vice-presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi).
PDT surpreende o eleitorado com a candidatura de Elisa de Castro Tito, de 92 anos, para deputada federal. Ela ganhou notoriedade ao ser aprovada no vestibular para Direito, em 2007, aos 90 anos. O PDT, segundo seu presidente regional, Manoel Costa, não pretende coligar-se nas chapas proporcionais. Das bancadas estadual e federal, apenas Zezé Perrella não disputa a reeleição.
Já no PR, apenas o federal José Santana desistiu, em prol do filho Bernardo. A legenda aposta nos nomes do cantor Sérgio Reis e do neto do ex-governador Magalhães Pinto, Marcos Magalhães Pinto, para abocanhar espaço na Câmara dos Deputados.
Partido Popular de Alberto Pinto Coelho, presidente da Assembleia, dá como certa a candidatura à reeleição de seus dois federais. O PRB aposta em Paulo Simão, presidente da Camara Brasileira da Indústria da Construção.

08-02-10 07:33:00,