Câmara agora discute aumento de salário
por Léo Quintino
No Hoje em Dia:
Após a decisão de restringir a cota de passagens aéreas para os deputados, a Câmara estuda propostas de aumento salarial vinculado a redução de despesas da Casa. A primeira-secretaria da Câmara estuda um projeto que acabaria com o pagamento da verba indenizatória mensal de R$ 15.000 a que têm direito os parlamentares para cobrir gastos nos estados, em troca de uma compensação salarial, passando o subsídio fixo dos atuais R$ 16.500 para o teto do judiciário, de R$ 24.500. A elevação dos salários traria um impacto de R$ 253,7 milhões nas despesas do legislativo, mas, com o fim da verba, a operação representaria uma economia de R$ 100 milhões aos cofres públicos.
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O líder da oposição na Câmara, José Aníbal (PSDB-SP), afirma que é preciso discutir o que é o salário do parlamentar e o que são as condições necessárias para o exercício do mandato. “O parlamentar trabalha com condições que nem sempre são as ideais, mas desempenha seu mandato de forma muito satisfatória pelo processo de votação que é permanente na Câmara”, avaliou Aníbal. “É preciso ver se esse salário é suficiente para que o parlamentar desempenhe suas funções”.
O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, defendeu que deve haver uma reforma administrativa completa nos poderes, com um teto salarial único para o funcionalismo público. Vaccarezza ressalta, no entanto, que é preciso desvincular os salários dos servidores para evitar o efeito cascata. “Da forma que é hoje, ao ter aumento de salário de um deputado federal, os vereadores do país inteiro tem aumento e não necessariamente respeitando a base do que a cidade pode pagar”.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), criou ontem uma comissão de trabalho destinada à modernização e ao aperfeiçoamento das prerrogativas administrativas relativas ao exercício do mandato parlamentar. A comissão terá 30 dias para apresentar sugestões para disciplinar todos os pagamentos feitos pela Casa: a verba indenizatória, as cotas de correio, telefônica e de impressos e o auxílio-moradia. Atualmente, os parlamentares têm, além do salário e da verba indenizatória, verba de gabinete de aproximadamente R$ 60.000, cota postal de R$ 4.200 e auxílio-moradia de R$ 3.000.

30-04-09 09:33:46,