Apoio de Lula, Dilma e dos paulistas animam Pimentel
por Léo Quintino
De O Tempo:
Prefeito faz corpo-a-corpo em Brasília para aprovar dobradinha entre PT e PSDB na capital. Apoio de Lula, Dilma e dos paulistas animam Pimentel. Conversas com Berzoini e Palocci podem decidir impasse
O prefeito Fernando Pimentel (PT) e seus interlocutores esperam contar com a ajuda do grupo paulista do PT e com as declarações favoráveis do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff para emplacar uma união eleitoral com os tucanos.
Ontem, eles deram início a um corpo-a-corpo com integrantes do partido da ala nacional e contabilizaram como vitória o apoio, que dizem ter, do deputado federal Cândido Vacarezza e do líder do PT na Câmara, Maurício Rands. Este último, no entanto, nega ser favorável a uma união com o PSDB, mas mostra-se mais flexível e aberto ao diálogo. Tão logo fez esta constatação, o prefeito tratou de marcar, para ainda ontem, um encontro com ele.
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Todos os gestos de simpatia a Pimentel são entendidos como sinal positivo à aliança com o PSDB e motivos de esperança. Petistas ligados a Pimentel esperam contar com o apoio de Rands porque ele possui influência no partido. Também dizem ter a adesão do deputado Vaccarezza. Os dois parlamentares são de São Paulo, Estado em que Pimentel já conseguiu dois aliados importantes: a ministra do Turismo Marta Suplicy e o deputado Jilmar Tatto, ambos do mesmo grupo político.
No corpo-a-corpo por Brasília, Pimentel conversaria ainda ontem com José Eduardo Cardozo, secretário geral do PT, e com o presidente nacional da sigla, Ricardo Berzoini, que foi convidado pelo prefeito para um jantar. O ex-ministro Antonio Palocci não vai ficar de fora. Pimentel quer convencê-lo, não só apoiar a dobradinha, mas conversar com petistas da ala nacional, pois Palocci ainda exerce influência significativa sobre o diretório.
Na bagagem, o prefeito leva uma tática diferente. Não vai mais apelar para discursos contundentes de críticas à direção nacional do PT, que impõe um veto ao PSDB. Deve falar aos companheiros de partido que tentou construir uma candidatura do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias,que não aceitou disputar o pleito.
Apesar de insistir no acordo com os tucanos, o prefeito iria negar que pretende recorrer à Justiça caso a coligação seja derrotada internamente.
Na visão dos aliados de Pimentel, uma briga judicial poderia gerar uma intervenção no diretório da capital, como já ameaçou Berzoini, comprometendo a eleição dos vereadores do partido e a própria candidatura de Pimentel ao governo do Estado, em 2010. O prefeito também deve conversar com outros parlamentares.

07-05-08 13:12:48,